Destaques da 1ª quinzena de julho/2008:
o Sustentabilidade:
A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), criada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental. O Relatório Brundtland ou Relatório Nosso Futuro Comum, elaborado em 1987 pela CMMAD, aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo vigentes.
Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. O desenvolvimento sustentável sugere qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e de produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem. Em seu sentido mais amplo, a estratégia de desenvolvimento sustentável visa promover a harmonia entre a humanidade e a natureza e se refere, principalmente, às conseqüências dos impactos das atividades econômicas na qualidade de vida e no bem-estar da sociedade, tanto presente quanto futura. Portanto, atividade econômica, meio ambiente e bem-estar da sociedade formam o tripé básico no qual se apóia a idéia de desenvolvimento sustentável.
A idéia de responsabilidade social incorporada aos negócios é relativamente recente. Com o surgimento de novas demandas e maior pressão por transparência nos negócios, empresas se vêem forçadas a adotar uma postura mais responsável em suas ações. Durante os anos 90, algumas empresas passaram a divulgar periodicamente, nos chamados relatórios ou balanços sociais anuais, as ações concretas realizadas em relação à comunidade a sua volta, ao meio ambiente e ao seu próprio corpo de funcionários. Primeiramente, sob a forma de documentos internos e, depois, pelos meios de comunicação e de divulgação da própria publicidade corporativa.
Responsabilidade Social Corporativa (RSC) é um conceito que faz referência ao conjunto de compromissos assumidos pelas empresas no âmbito laboral, social, ambiental e relativo aos direitos humanos, constituindo mais uma área integrante das estratégias de seus negócios. A ONU, por meio do Global Compact ou Pacto Global e seus dez princípios universais, define diretivas orientadoras para as empresas que optem por contribuir para o desenvolvimento sustentável. RSC trata do comprometimento permanente dos empresários de adotar um comportamento ético e de contribuir para o desenvolvimento econômico, simultaneamente, à qualidade de vida de seus empregados e de seus familiares, da comunidade local e da sociedade como um todo. Assim, responsabilidade social empresarial (RSE) passou a ser uma prioridade inevitável para dirigentes empresariais em qualquer país, bem como uma vantagem competitiva. O desafio e a responsabilidade são grandes e esta visão de longo prazo do setor empresarial, aliada a sólidas parcerias com governos e sociedade civil, será preponderante para mudar o cenário global, invertendo o crescimento da degradação ambiental e da exclusão social. A frase do presidente do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), Bjorn Stigson, resume bem essa questão: “Não existem empresas bem sucedidas em uma sociedade falida”.
o A importância das energias renováveis e limpas:
As temperaturas médias da Terra nunca foram constantes, mas o atual aquecimento global, na avaliação majoritária e crescente da comunidade científica internacional, é decorrente das ações do homem, mais especificamente fruto das fontes de energia utilizadas. Desde que usou o fogo pela primeira vez, a humanidade começou, ainda que em escala insignificante, a mudar a composição da atmosfera e, assim, dar sua contribuição para a variação climática, especialmente pela elevação da temperatura global média. As mudanças significativas chegaram com a Revolução Industrial, quando as máquinas a vapor começaram a se espalhar pelo mundo, por volta de 1750, sendo que a madeira era responsável por 90% da energia disponível. Por volta de 1890, o carvão mineral já superava a lenha e seu predomínio se deu até os anos 60. A partir daí começou o reinado do petróleo, cuja queima produz poluentes, entre eles, o gás carbônico (CO2) que é o vilão do aquecimento global, fora a questão do preço que não pára de subir.
Nesse contexto, atualmente muito se comenta acerca da necessidade de se investir, desenvolver e utilizar fontes de energia renováveis e limpas. Energia renovável é aquela obtida de fontes naturais capazes de se regenerar, ao contrário dos recursos não-renováveis. Energia limpa é a que provoca baixa ou nenhuma emissão de gás carbônico e metano (gases do efeito estufa) na atmosfera. Além do petróleo, que demora milhares de anos para se reconstituir na natureza, e de seus derivados - a gasolina, o óleo diesel, o óleo combustível, o GLP ou gás de cozinha - são recursos não-renováveis outros combustíveis fósseis, como o carvão e o gás natural, e a energia produzida nas usinas nucleares. Já entre as fontes renováveis encontram-se o sol (energia solar), o vento (energia eólica), os oceanos e a biomassa. As hidrelétricas são também consideradas energia renovável.
Tecnicamente, a geração de energia a partir do sol já é viável, entretanto, ela só será economicamente possível quando atingir uma escala de produção considerável. Assim como a energia hidráulica, a energia eólica é utilizada há milhares de anos para bombeamento de água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. Mas, somente com a primeira crise internacional do petróleo, na década de 1970, é que houve interesse e investimentos suficientes para viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em escala comercial. Por sua vez, biomassa é todo recurso renovável oriundo de matéria orgânica (de origem animal ou vegetal) que pode ser utilizada na produção de energia. A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, mas como este composto havia sido previamente absorvido pelas plantas que deram origem ao combustível, o balanço de emissões de CO2 é nulo. Então, o importante é que não apenas se desenvolva tecnologias de energia limpa, mas também que se trabalhe para torná-las mais baratas e acessíveis.
No Brasil, em 2007, a participação de fontes renováveis (energia hidráulica, produtos da cana-de-açúcar, lenha e carvão vegetal) na matriz energética foi ampliada, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Dados preliminares do BEN (Balanço Energético Nacional) indicam que as fontes renováveis foram responsáveis por 46,4% da oferta energética no país em 2007, sendo que ano anterior essas fontes respondiam por 44,9% da matriz. As fontes não renováveis (petróleo e derivados, gás natural, carvão mineral) corresponderam a 53,6% da oferta de energia no ano passado, ante participação de 55,1% em 2006. No ano de 2007, a cana-de-açúcar passou a ser, pela primeira vez, a segunda matriz energética do Brasil, superando a energia hidráulica como fonte de energia, só perdendo para o petróleo. Mas, os benefícios disso não é algo pacificado, veja a matéria que saiu no jornal britânico The Independent acerca das desvantagens do álcool combustível.
Conheça, também, alguns comentários acerca do estudo encomendado pelo Reino Unido, através do Global Opportunity Fund, a professores e pesquisadores da Coppe, instituto de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderados por Roberto Schaeffer e Alexandre Salem Szklo, para avaliar o impacto das mudanças climáticas no sistema energético brasileiro no período 2071 a 2100.
o As dez melhores fotos...
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